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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Caravaggio da Terceira Légua festeja centenário no dia 22 de maio

Comunidade caxiense celebra 100 anos
Caravaggio da Terceira Légua festeja centenário no dia 22 de maio

A comunidade de Caravaggio da Terceira Légua, interior de Caxias do Sul, está completando um século de fé, união e trabalho. O centenário da construção da primeira capela será comemorado com grande festa no dia 22 de maio. Até 1905, os moradores da região pertenciam à capela São Pedro, da Terceira Légua, que em 1911 passou a ser paróquia. Em razão da distância - mais de seis quilômetros - as famílias de Caravaggio decidiram construir sua capela, às margens do rio Belo, entre as montanhas que emolduram o lugar.

Em 1971, a antiga capela de madeira deu lugar a uma nova igreja, de alvenaria, construída a quase um km de distância da primeira, detalhe que explica porque, hoje, o cemitério está tão distante da igreja. Como as famílias eram constituídas em sua maioria de italianos do norte da Itália, muito devotos da virgem que apareceu em Caravaggio, lugarejo a 38 km de Milão, escolheram Nossa Senhora como padroeira da capela.

Pouco depois, entronizaram na igreja uma bela imagem de Nossa Senhora de Caravaggio, esculpida no atelier de Tarquínio Zambelli, em Caxias do Sul. A imagem, preservada pela comunidade até hoje, foi restaurada pelo pintor e iconógrafo frei Celso Bordignon, diretor do Museu dos Capuchinhos.

Os primeiros moradores de Caravaggio da Terceira Légua chegaram ao local nos início dos anos 1880. No livro de atas de 1905 consta que a comunidade contava com cerca de 15 sócios, em sua maioria trentinos (tiroleses), das famílias Bampi, Motter, Trentin, Bottura, Pintro, Lorenzi, Tisatto, Santa Catharina, Belorini, Iob e Matté. Atualmente a comunidade destaca-se pela produção de uvas e vinhos - há uma vinícola (Casa Motter) e uma agroindústria de sucos (Frederico Bampi) - e de hortifrutigranjeiros.

OBS: Nesta comunidade -Caravágio da Terceira Légua, foi onde ficaram abrigados, Miguel Pintro com seus filhos, Luis Pintro e Amadeo Pintro e filhas.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Casa e antigo paiol da família de Alcino Pintro


Foi nesse paiol que minha família guardou durante muitos anos a colheita de milho, sempre sonhando com dias melhores. Foi aqui que nós moramos durante certo tempo. Hoje, essa área foi vendida, mas as lembranças desse lugar permanecerão enquanto um de nós viver.
A casa ainda é da minha família. Foi um sonho, aparentemente simples, mas difícil de conquistar.
Quero registrar muitas coisas em memória de meu pai que um dia manifestou o desejo de escrever as coisas das quais recordava, mas que infelizmente não pode iniciar...
Eu sei que pode ser pouco, mas se eu não começar agora, talvez um dia eu me arrependar por não ter mais ninguém pra contar as coisas que sabia sobre nossas origens.
Ana Lúcia